O cansaço que o luto carrega é uma jornada silenciosa que muitos de nós atravessamos. Estudei uma analogia poderosa compartilhada pelo psicólogo Robert Neimeyer, que lança uma luz sobre o processo de luto. Ele nos convida a visualizar o luto como um bebê necessitado, demandando nossa atenção constante e emocional. Assim como um bebê, há momentos em que precisamos colocar o luto no ‘berço’ e cuidar de nós mesmos.
E, assim como um bebê, ele pode nos deixar exaustos. A cada onda de tristeza que enfrentamos, cada memória que reviramos em nossas mentes, a fadiga emocional aumenta. O peso do luto parece crescer, e às vezes nos encontramos desejando apenas um momento de pausa.
A analogia de Neimeyer nos convida a entender que está tudo bem deixar o luto no ‘berço’ de vez em quando. Não é um sinal de fraqueza ou de não dar a devida importância à perda. Pelo contrário, é um ato de autocuidado. Assim como não podemos cuidar de um bebê sem cuidar de nós mesmos, também não podemos enfrentar o luto sem atender às nossas próprias necessidades emocionais.
Colocar o luto no ‘berço’ não é desistir da jornada do luto, mas sim reconhecer que precisamos de momentos de descanso. É um lembrete gentil de que, mesmo em meio à dor, temos permissão para cuidar de nós mesmos.
Com amor,
Rackel Accetti

